A Salinidade dos oceanos monitorada do espaço

Os surpreendentes resultados do monitoramento da salinidade superficial dos oceanos medida por satélites


Você sabia que A NASA obtém o mapeamento completo da salinidade superficial dos oceanos a cada 3 dias?

Em média, a salinidade da superfície do mar é de cerca de 35 PSS e ao longo do globo, a salinidade da superfície dos oceanos tem uma variação muito pequena, entre 32 e 38 PSS.

Mas mesmo tendo uma variação relativamente pequena, o rastreamento da salinidade da superfície dos oceanos permite monitorar diretamente a circulação do oceano e também as variações provocadas pelos processos associados ao clima e ao ciclo da água.

Processos como o lançamento de água doce nos oceanos feita por rios, o derretimento do gelo nos polos e a precipitação sobre os oceanos provocam a diminuição da salinidade. Por outro lado, a evaporação e o congelamento provocam a o aumento da salinidade.

Segundo a NASA, cerca de 86% da evaporação global e 78% da precipitação global ocorrem sobre o oceano e estes dois processos tem forte controle climático e sazonal.

Quando combinados os dados de salinidade com dados de outros tipos de sensores como os que medem o nível do mar, cor do oceano, temperatura, ventos, chuva e evaporação, os dados contínuos de salinidade global da NASA fornecem uma imagem mais clara de como o oceano funciona, como a salinidade está ligado ao clima - incluindo eventos como El Niño e La Niña - e como ela pode responder às mudanças climáticas.


Como a salinidade dos oceanos é monitorada do espaço.


Atualmente dois satélites mapeiam a salinidade da superfície dos oceanos: o SMOS da Agência Espacial Europeia, que começou a coletar dados em 2010 e o SMAP da NASA, em órbita desde 2015. Entre 2011 e 2015 o Aquarius da NASA também coletou dados de salinidade da superfície oceânica

Os dados de salinidade do SMAP são obtidos através de um algoritmo que converte em salinidade as medidas de Temperatura do Brilho da superfície do oceano feitas pelo radiômetro a bordo do satélite.


Satélite SMAP da NASA


Resultados surpreendentes


Várias características surpreendentes podem ser observadas nos mapas de salinidade.


FOZ DO RIO AMAZONAS

A foz do rio Amazonas lança quantidades significativas de água doce no Atlântico, criando plumas de baixa salinidade (em azul escuro na animação). Estas plumas entre março e maio são direcionadas principalmente para o Caribe e entre agosto e novembro são direcionadas principalmente rumo ao continente africano, cruzando o Atlântico e atingindo a costa centro Noroeste da África


LIGANDO O SUDESTE ASIÁTICO E A AMÉRICA CENTRAL

O oceano Pacífico é cortado na região próxima do equador por uma pluma de baixa salinidade originada no Sudeste asiáticos e nas costas pacíficas da América Central e do Sul, duas das regiões mais húmidas do planeta. Esta pluma tem maior intensidade no período mais húmido do ano que ocorrem ao mesmo tempo nas duas regiões.




DEGELO E CONGELAMENTO ACIAMA DA LATITUDE 30o N


Em latitudes acima de 30o Norte, a salinidade é fortemente afetada pelo degelo e congelamento da região polar. Lá, ocorre o aumento da área de baixa salinidade durante os meses nos quais predomina o processo de degelo e ocorre a diminuição das áreas de baixa salinidade nos meses nos quais predomina o congelamento (áreas congelas em cinza escuro).


"DESERTO" NO MAR

No Atlântico Norte há uma pluma de água de alta salinidade. Essa área tem a maior salinidade em oceano aberto. Segundo a NASA, esta região pode ser comparada ao clima dos desertos terrestres, onde ocorrem poucas chuvas e predomina a evaporação.

O Mar Mediterrâneo é outro corpo de água salgada que apresenta alta salinidade ao longo de todo ano, sendo pontualmente diluído pelas descargas mais intensas de água doce nos períodos e chuva.


"DELÚVIO" NO TEXAS

No ano de 2015 ocorreu uma das primaveras mais húmidas registrada no TEXAS e em Maio daquele ano ocorreu a terceira maior precipitação já registrada naquele estado americano, com até 737 mm de chuva em algumas regiões. O SMAP detectou uma pluma de baixa salinidade emergindo do Texas, gerada pela introdução de grande quantidade de água doce na porção norte do Golfo do México. Esta pluma aumentou de tamanho quando se uniu em julho a descarga de água doce do rio Mississipi.


Os satélites de monitoramento SMAP, SMOS e Aquarius, têm contribuído para o conhecimento da circulação oceânica e para o conhecimento da influência dos processos do ciclo da água na salinidade dos oceanos. Entretanto, o tempo de registro ainda é relativamente curto para eventos cíclicos de maior ordem.


Você pode assistir este conteúdo em vídeo no YOUTUBE, no meu canal de espaço e meio ambiente em: https://youtu.be/f4EUYw5FuLU


Para você que atua em meio ambiente, eu deixei um link para meu curso sobre solos, preparado de um ponto de vista ambiental: https://www.udemy.com/course/solo-em-area-contaminada/?referralCode=9970FB49387C7EC7DD7E

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