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3 ações para melhorar a investigação de zonas de baixa condutividade do solo

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O que acontece quando são aplicadas técnicas inadequadas na investigação de contaminações em zonas de baixa condutividade hidráulica do solo?

 

Primeiro, o que são zonas de baixa condutividade hidráulica do solo? Em poucas palavras, são zonas no solo, por exemplo uma camada, com características físicas e composicionais que favorecem a sorção de contaminantes. Estas camadas podem então armazenar contaminantes e posteriormente libera-los por difusão e/ou advecção lenta.


Processos geológicos, ou a combinação de processos geológicos, geram empilhamentos de camadas com diferentes capacidades de conduzir fluídos (condutividade hidráulica). Um tipo característico de zonas de baixa condutividade hidráulica, por exemplo, são camadas sedimentares de textura fina a muito fina, frações argila e silte fino, formadas em ambientes de baixa energia de deposição.


Dependendo das dimensões e da relação de contraste de condutividade hidráulica com as camadas imediatamente subjacente e sobrejacente, zonas de baixa condutividade hidráulica podem se comportar como aquitardes locais ou mesmo regionais. Porém, o que quero destacar neste post são as zonas de baixa condutividade hidráulica de pequenas dimensões, tais como camadas e lentes com espessuras de alguns centímetros até um metro, as quais, dependendo do método de investigação, podem receber pouca atenção ou simplesmente serem desprezadas, apesar de possuírem grande potencial para influenciarem a performance de remediações ou de processos de atenuação natural.


Quais seriam então as técnicas inadequadas para a investigação de contaminações em zonas de baixa condutividade hidráulica do solo? Poderá parecer desconcertante para alguns, mas, na minha opinião e de autores como Sale et al. (2010) e Payne et al. (2008), é a aplicação do conjunto de técnicas de investigação mais tradicional, composto pela amostragem do solo concentrado na zona não saturada do solo, combinada com a instalação de poços de monitoramento com seções filtrantes longas, com pouca ou nenhuma atenção à identificação e caracterização de zonas de baixa condutividade hidráulica na porção saturada do perfil. Baixa resolução, caracterização apenas da fase aquosa, concentrações das amostras de água subterrânea representando apenas as camadas mais transmissivas são apenas algumas das limitações da investigação “tradicional”. O efeito da aplicação deste tradicional conjunto de técnicas de investigação é a obtenção, na maioria das vezes, de um quadro incompleto e impreciso sobre as condições ambientais do solo, o que pode afetar negativamente tanto a qualidade da investigação como comprometer a performance de uma remediação (no meu post “Poços de monitoramento são (só) para monitorar” eu apresento outros problemas relacionados ao uso de poços na investigação de zonas de baixa condutividade hidráulica no solo, confira).

 

Makc / SHUTTERSTOCK

 

Mas como contornar esta situação? A seguir apresento 3 ações a serem incorporadas nos processos de investigação ambiental do solo para melhorar a identificação de zonas de baixa condutividade hidráulica:

  1. Dar mais atenção as zonas de baixa condutividade hidráulica no solo,  começando pela sua identificação;

  2. Abandonar sempre que possível a combinação “tradicional” de técnicas de investigação. Apesar da combinação amostragem do solo não saturado com poços de monitoramento para caracterização do aquífero ser ainda muito utilizada, é fácil perceber que se trata de uma combinação ultrapassada que pode ser substituída com muitas vantagens por técnicas mais modernas que permitam maior definição na descrição do solo;

  3. Estender a investigação do solo a sua porção saturada do solo. Esta ação envolve uma quebra de paradigma: da mesma forma que acontece com o intervalo não saturado do solo, o intervalo do solo saturado deve ser investigado e amostrado, com especial atenção para as zonas de baixa condutividade e nos seus contatos com as camadas sobrejacente e subjacente, principalmente quando houver compostos orgânicos envolvidos.

As técnicas tradicionais de investigação são ainda aplicadas em diversos tipos de investigação e, apesar de aparentemente funcionarem em muitos casos, seu uso não pode ser indiscriminado e devem ser substituídas por técnicas mais adequadas, que permitam maior definição na caracterização de zonas de baixa condutividade hidráulica no solo a quantificação de contaminante retido nelas.

 

Você concorda com as ações propostas? 

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Meu nome é Sergio Matos,

sou geólogo e consultor para o

gerenciamento de áreas contaminadas.
 
 

 

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