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Três ações para evitar o Radônio na sua casa

November 22, 2016

 

Em 2006 tomei contato pela primeira vez com as questões relacionadas à presença de Radônio em residências e dos seus riscos para a saúde humana. Na época procurava por modelos construtivos de baixo custo que evitassem a passagem de vapores provenientes do solo para dentro de residências. Encontrei os modelos que procurava em uma vasta literatura online, a maior parte publicada pela USEPA (United States Environment Protection Agency), todas voltadas primariamente para impedir a entrada do Radônio em lares, escolas e outros ambientes fechados.
Mas o que é o Radônio? O Radônio é o elemento químico número 86 pertencente ao grupo dos chamados “gases nobres”, os quais são gases que, em condições normais de temperatura e pressão, são inodoros, incolores e de baixa reatividade química. Além de ser um gás nobre, o Radônio é também um radionuclídeo, ou seja, é um átomo que tem excesso de energia no núcleo que pode tornar-se instável e sofrer decaimento. O isótopo 222 do Radônio ocorre naturalmente como produto de decaimento do Urânio, o qual por sua vez ocorre naturalmente em rochas, solos e na água e até em materiais de construção. O radônio é o único produto de decaimento do Urânio que tem a forma de gás e pode migrar do solo para o ar e também se dissolver na água subterrânea.

 

Mas porque o radônio é perigoso? Por ser um gás, o Radônio pode ser inalado e entrar nos pulmões. Uma vez dentro dos pulmões, o Radônio, cuja meia vida é curta, aproximadamente 3,82 dias, pode decair, emitindo uma partícula alfa e transformando-se em Polônio. A partícula alfa emitida pelo decaimento do radônio é altamente ionizante, porém, tem pouco poder de penetração, não sendo capaz de atravessar as paredes do pulmão. Assim, este tipo de partícula deposita toda a sua energia nos tecidos do pulmão, podendo ocasionar lesões e patologias, entre elas o câncer.

 

 

 

 

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde - http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs291/en/), o radônio é a segunda causa de câncer de pulmão, ficando atrás apenas do tabagismo. Ainda segundo a OMS (http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs291/en/), mesmo baixas concentrações de radônio, como aquelas encontradas em residências podem representar risco à saúde e contribuir significantemente para o aumento da probabilidade de desenvolvimento de câncer de pulmão. Estima-se que o risco aumente 16% para cada aumento de 100 Bq/m3 na concentração de atividade média de Radônio.

O vídeo no link a seguir apresenta algumas das formas de exposição ao Radônio.

 

 

 

Estas 03 ações sugeridas a seguir podem ajudar a mitigar os riscos oferecidos pelo Radônio:
 

  1. Informe-se: há uma vasta literatura sobre o assunto Radônio, principalmente nos sites da USEPA (https://sosradon.org/), Organização Mundial da Saúde (OMS - http://www.who.int/ionizing_radiation/env/9789241547673/en/) e CNEN (http://www.cnenpc.gov.br/setores-radnio);Informe-se

  2. Meça: nos EUA há uma grande variedade de medidores portáteis ou de uso único utilizados principalmente em processos de venda ou aquisição de imóveis. As partes de edificações mais susceptíveis a entrada e acúmulo de Radônio são porões (basements) ou subsolos e cômodos pouco ventilados do andar térreo. A USEPA e a OMS consideram como concentrações de atividade limites para o Radônio: 4pCI/L (~ 148 Bq/m3) e 100 Bq/m3, respectivamente. O coeficiente de dose regulamentado pelo CNEN para a exposição anual a radônio e filhos por unidade de concentração em residências é 1,56E-2mJ.h.m-3/Bq.m-3.

  3. Construa: procure agregar nas edificações elementos construtivos que impeçam ou minimizem a entrada de Radônio na edificação pelo piso e pelas paredes em contato com o solo e melhore a ventilação interna da edificação, permitindo maior frequência nas trocas de ar.

O Radônio é um gás radioativo que ocorre naturalmente e, em concentrações acima dos limites considerados seguros por agências internacionais ou nacionais, pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento de câncer de pulmão. Você não pode ver ou cheirar o Radônio e testar é a única maneira de saber o seu nível de exposição. Tomar medidas preventivas como melhorar a ventilação de cômodos térreos e no subsolo e incorporar elementos construtivos para evitar a entrada do Radônio na sua casa são ações que podem diminuir significativamente os riscos.

 

 

Meu nome é Sergio Matos, sou geólogo sênior e consultor ambiental. Sinta-se à vontade para me contatar pelo Twitter: @DataGeologist, ou por e-mail: fabrisms@hotmail.com. Se você gostou deste post, inscreva-se no canal ou no blog e receba as atualizações


 

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