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Como utilizar poços de monitoramento multirrevestidos

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5 cuidados na utilização de poços de monitoramento multirrevestidos para proteção de aquíferos

 

Poços de monitoramento multirrevestidos são dispositivos previstos na norma ABNT NBR 15495-1:2009, indicados para evitar ou minimizar o risco de contaminação cruzada. Em meus 16 anos de atuação como geólogo na área ambiental, tive a oportunidade de utilizar e projetar diversas vezes poços de monitoramento multirrevestidos e, com base nesta experiência, posso apresentar algumas situações onde o poço de monitoramento multirrevestido é indicado e situações onde ele não é indicado.

 

Poços de monitoramento multirrevestidos diferem dos poços de revestimento simples pela instalação de uma proteção adicional, o revestimento protetor, instalado em um diâmetro que permite o selamento do espaço anelar entre o revestimento e a parede da perfuração e permite também a passagem por dentro do tubo do equipamento que irá continuar a perfuração para instalação do poço (abaixo da base do revestimento protetor).  Dependendo da geologia local e da disposição dos aquíferos ou de suas zonas ou hidrofácies, podem ser necessários mais de um intervalo de revestimento protetor, devendo cada um deles ter diâmetro menor que o sobrejacente.

 

 

Onde Utilizar

O objetivo dos poços de monitoramento multirrevestidos é proteger aquíferos não impactados, isolando-os de aquíferos superiores potencialmente contaminados, evitando assim indesejada contaminação cruzada. Assim, o uso de poços de monitoramento multirrevestidos deve ser avaliado quando for identificado risco de um poço servir de passagem de contaminantes entre aquíferos ou entre suas zonas ou hidrofácies.

O vídeo a seguir apresenta uma situação inadequada onde pode ocorrer contaminação cruzada e uma situação onde o uso de poços de monitoramento multirrevestidos pode minimizar o risco de contaminação cruzada.

 

  

Onde não é recomendado

Não é recomendado o uso de poços de monitoramento multirrevestidos em locais onde já há suspeita ou confirmação da existência de contaminação, como por exemplo fontes enterradas, plumas de contaminantes com altas concentrações, possibilidade de fase densa (DNAPL). Igualmente não devem ser instalados poços com revestimento simples que transpassem o intervalo no qual há suspeita ou confirmação da existência de contaminação. Nestes casos, devem ser buscadas estratégias alternativas para a complementação da investigação ou para o monitoramento.

 

5 Cuidados

São sugeridas 5 ações que devem ser tomadas preferencialmente na fase de projeto, quando for identificada a necessidade de instalação de poços multirrevestidos:

  1. Evite transpassar camadas em áreas potencialmente ou reconhecidamente contaminadas, além do risco envolvido na operação, pode haver uma geração indesejada de resíduos, por exemplo, solo contaminado

  2. Avalie toda a informação sobre a geologia da área ainda na fase de projeto, pois, a necessidade e as características do projeto de revestimento protetor (por exemplo a ancoragem) dependem do conhecimento prévio da geologia para sua máxima eficiência

  3. Avalie a compatibilidade entre a formação e os materiais que constituirão o revestimento protetor, confrontando o tipo de material perfurado com os materiais disponíveis para o revestimento e selamento

  4. Avalie a utilização de métodos alternativos a poços de monitoramento em processos investigação da água subterrânea: os poços permanecem no local de instalação por muito tempo e podem, eventualmente, se tornar vias de passagem de contaminação

  5. Preencha a perfuração imediatamente após o término de cada sondagem e do espaço interno do revestimento protetor, caso não haja a instalação de poço

Poços de monitoramento multirrevestidos constituem-se em dispositivos que minimizam os riscos relacionados a contaminação cruzada, porém, seu uso deve ser avaliado quanto a eficiência e quanto aos riscos envolvidos em sua instalação. Pode-se perguntar: um poço de revestimento simples instalado de forma correta não bastaria para evitar a contaminação cruzada? Um poço pode estar sujeito a problemas durante a instalação, a acidentes em superfície que podem provocar o deslocamento do conjunto, deterioração dos materiais utilizados ou ainda pode haver defeitos nos materiais utilizados. Além disso, revestimentos temporários utilizados durante a perfuração podem não ser suficientes para evitar a contaminação cruzada (ABNT NBR 15492:2007). Em uma área alvo contaminada ou potencialmente contaminada, principalmente por contaminantes mais densos que a água, não é recomendável assumir riscos desnecessários e o poço multirrevestido ajuda na diminuição deste risco. Causar o espalhamento de um contaminante, ainda que de forma involuntária, pode ter altos custos financeiros e/ou ampliar passivos ambientais.

 

 

 

Meu nome é Sergio Matos, sou geólogo sênior, consultor ambiental e fundador da PanGEO. Sinta-se à vontade para me contatar pelo Twitter: @DataGeologist, ou por e-mail: pangeo@pangeo.com.br

 

 

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