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Análises químicas aplicadas na qualidade do solo e da água subterrânea

December 22, 2015

 

O gerenciamento de áreas contaminadas visa reduzir, para níveis aceitáveis, os riscos a
que estão sujeitos a população e o meio ambiente em decorrência de exposição às
substâncias provenientes das áreas contaminadas.  A lei do estado de São Paulo Nº13577 de 08 de julho de 2009 e o decreto nº 59.263 de 05 de junho de 2013 dispõem sobre as diretrizes e procedimentos para proteção da qualidade do solo e gerenciamento de áreas contaminadas. Assim, uma área é considerada contaminada no estado de São Paulo quando os resultados das análises químicas do solo ou da água subterrânea revelam concentrações mais altas que os valores de intervenção estabelecidos pela CETESB na “Tabela de Valores Orientadores para Solos e Águas Subterrâneas no Estado de São Paulo”

 

Determinação da qualidade do solo e da água subterrânea em áreas impactadas por contaminantes
Em uma área contaminada, os poluentes podem concentrar-se em subsuperfície nos diferentes compartimentos ambientais : solo, sedimentos,  rochas, materiais utilizados para aterrar terrenos, águas subterrâneas,  além de poderem concentrar-se nas paredes, nos pisos e nas estruturas de construções. 
Para determinar se a área está contaminada, primeiramente são coletadas amostras dos compartimentos ambientais, as quais são submetidas à análises químicas para determinação da concentração da substâncias de interesses, tais como solventes, metais, combustíveis, entre outros. Os dados obtidos são comparados aos padrões ambientais de qualidade do solo e da água estabelecidos por agências reguladoras, como a CETESB no Estado de São Paulo ou CONAMA no âmbito federal, sendo a  qualidade das análises químicas determinante no processo. 

 

O controle das concentrações
Os padrões ambientais são baseados em concentrações de substâncias acima das quais oferecem risco à saúde humana em situações genéricas. Muitas dessas concentrações são definidas em partes por bilhão (ppb) que exigem equipamentos de precisão e alta sensibilidade como por exemplo o ICP-MS (Inductively Coupled Plasma Mass Spectrometry), e o CG (Gas Chromatography) na determinação da concentração das substâncias de interesse. Além disso, as doses de referências nas quais são baseadas as concentrações de risco são constantemente revisadas e muitas delas são, por vezes, reduzidas, exigindo níveis de detecção ainda mais baixos e consequentemente uma necessidade de maior sensibilidade e atualização dos aparelhos para detecção.

 

Exigências relativas à qualidade das análises
Em 2013, a resolução estadual de São Paulo, SMA Nº100 exigiu que os laudos analíticos relativos às análises de qualidade ambiental passassem a ser emitidos e realizados por laboratórios acreditados em parâmetros determinados pela Norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, através da Coordenação Geral de Acreditação – CGCRE do Instituto Nacional, Qualidade e Tecnologia – INMETRO ou de algum organismo internacional, que faça parte de acordos de reconhecimento mútuo do qual o INMETRO é signatário.

 

A importância da análise química para o gerenciamento de áreas contaminadas
O gerenciamento de área contaminadas é constituído por etapas sucessivas interdependentes onde cada tomada de decisão para o prosseguimento do processo depende dos resultados de análises químicas, os quais podem determinar a existência ou não de contaminação nos compartimentos ambientais, a existência de risco à saúde humana, a necessidade ou não de remediação (mitigação da contaminação) e, pôr fim, a determinação se a área encontra-se reabilitada ou não para o uso declarado.

 

Como é realizado o acompanhamento do processo de remediação
Um processo de remediação de uma área contaminada pode exigir monitoramentos periódicos com coletas e análises químicas de amostras tanto do compartimento  em processo de remediação como também muitas vezes do próprio sistema de remediação para acompanhamento da evolução da concentração das substâncias de interesse. As análises químicas de amostras durante o processo de remediação são essenciais na avaliação da eficiência e eficácia da remediação e na identificação da necessidade de  ajustes nos processos para que sejam atingidas as  metas de remediação que correspondem  as concentrações que não oferece mais riscos a saúde humana

 

As diferenças dos métodos para remediação
Enquanto nos primórdios da remediação predominavam processos de remoção física, como, por exemplo, o bombeamento, atualmente existe uma ampla variedade de métodos, muitos deles empregando a injeção de substâncias químicas no subsolo. Esta injeção de substâncias químicas deve ser acompanhada de monitoramentos mais detalhados das condições químicas e físico-químicas do compartimento em remediação.


Análises que pode ser realizadas em campo
Nas últimas duas décadas tem aumentado a frequência do uso de instrumentos de varredura, os quais permitem a obtenção de resultados químicos semiquatitativos em tempo real tanto do solo como da água subterrânea.  Instrumentos como o MIP (Memenbrane Interface Probe)  utiliza de forma combinada  analisadores do tipo FID (flame ionization detector), PID (photo ionization detector), e o DELCD (dry electrolytic conductivity detector) , para avaliação de substâncias orgânicas voláteis, tais como solventes. O XRF, (Field Portable X Ray Fluorescence) permite o delineamento em campo de contaminação no solo por metais , semimetais e alguns não metais. Estes métodos de varredura não substituem os resultados das análises químicas, mas, indicam os melhores locais para amostragem, tornando os resultados das análises químicas daquelas amostras mais representativas para o processo de gerenciamento.
 

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